A gestão de resíduos sólidos no interior do estado de São Paulo ganha relevância econômica e social por meio de iniciativas voltadas à sustentabilidade. Em Votuporanga, materiais que seriam descartados pela comunidade ganham novo destino e se transformam em matéria-prima, impulsionando o mercado de reciclagem e criando oportunidades de trabalho.
O papel da Coopervinte na triagem e nova fase da coleta
O trabalho de separação e classificação dos recicláveis no município é realizado pela Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Votuporanga (Coopervinte). Atualmente, os cooperados atuam nas estruturas dos Ecotudos Norte e Sul, onde os resíduos entregues pela população passam por triagem antes de seguirem para a comercialização.
A partir de novembro, a atuação da cooperativa será ampliada. A Coopervinte passará a responder também pela execução da coleta seletiva na cidade, integrando ainda mais as etapas que vão desde o recolhimento porta a porta ou nos pontos indicados até a destinação final dos itens reaproveitáveis.
“A reciclagem é uma atividade que vai muito além da destinação correta dos resíduos. Ela movimenta uma cadeia de trabalho, gera renda e permite que materiais que seriam descartados retornem ao ciclo produtivo como matéria-prima. Em Votuporanga, a atuação da Coopervinte é fundamental nesse processo, e a ampliação de sua participação para a execução da coleta seletiva representa um avanço importante”, afirmou Camila Esteves, chefe do setor de Meio Ambiente da Saev Ambiental.
Impacto social e sustentabilidade na prática
Para os profissionais envolvidos, a atividade representa muito mais do que o reaproveitamento de insumos: é a garantia de sustento e inclusão social. Atualmente, o trabalho desenvolvido pela Coopervinte assegura ocupação e renda para 41 famílias do município.
Neiva de Aguiar da Silva, presidente da cooperativa, destaca a importância da participação popular nesse processo contínuo de economia circular. Papel, papelão, plásticos, metais e outros itens passam por rigorosos processos de classificação de acordo com o tipo, quantidade e demanda mercadológica antes de retornarem à cadeia produtiva industrial.
“Hoje, o trabalho da Coopervinte representa uma oportunidade de renda para 41 famílias. Por trás de cada material reciclável que chega à cooperativa existe o trabalho de pessoas que dependem dessa atividade para garantir o sustento de suas casas. Quando a população separa os resíduos e participa da coleta seletiva, contribui diretamente para que esse trabalho continue e gere resultados”, declarou Neiva de Aguiar da Silva.
Por que a separação correta importa para o cidadão
Para moradores de municípios do interior paulista, compreender o funcionamento da coleta seletiva é essencial para otimizar os serviços públicos municipais de limpeza urbana e preservação ambiental. Quando a comunidade separa adequadamente os resíduos recicláveis em casa, diminui-se a pressão sobre os aterros sanitários e reduz-se a extração de recursos naturais na fabricação de novos produtos.
“Esse trabalho também depende da colaboração da população, que precisa separar corretamente os materiais e fazer o descarte nos locais adequados. Quando cada pessoa faz a sua parte, o benefício chega ao meio ambiente, à economia e às famílias que vivem da reciclagem”, concluiu a chefe do setor de Meio Ambiente da Saev Ambiental.
Com informações de Prefeitura de Votuporanga.
